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sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Os espertos homens de Gotham (The Wise Men of Gotham)

Os espertos homens de Gotham (The Wise Men of Gotham) - A Tradução Livre

Era uma vez alguns pescadores que viviam em Gotham. Ouça a história e você vai entender quão espertos eles eram, ou não.
Doze desses amigos foram pescar um dia. Alguns entraram na corrente e alguns ficaram na terra seca. Eles pegaram muitos peixes e se divertiram.
Conforme eles iam para casa, um dos homens disse "Nós nos arriscamos muito ao caminhar por aquele riacho. Espero que nenhum de nós tenha se afogado."
"É, um de nós pode ter se afogado! Quem sabe?" lamentou outro homem. "Vamos checar isso. Doze de nós fomos pescar hoje. Devemos contar e ver se doze retornaram."

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O Menino caçando gafanhotos (The Boy hunting locusts)

O Menino caçando gafanhotos (The Boy hunting locusts) - Esopo - A Tradução Livre

Um Menino estava caçando gafanhotos. Ele havia pego um bom número, quando ele viu um Escorpião e, confundindo-o com um gafanhoto, estendeu a mão para pegá-lo. O Escorpião, mostrando seu ferrão, disse:

- Se você houvesse me tocado, meu amigo, teria me perdido, e todos os seus gafanhotos também!


O Menino caçando gafanhotos (The Boy hunting locusts) - Esopo - A Tradução Livre

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Silêncio, um conto (Silence, a Fable)

Silêncio, um conto - Edgar Allan Poe - A Tradução Livre

Álcman[1]. Os pináculos da montanha dormem; vales, despenhadeiros e cavernas estão calados.

“Ouça-me”, disse o Demônio conforme colocava sua mão sobre minha cabeça. “O lugar sobre o qual eu falo é uma sombria região na Líbia, próxima às fronteiras do rio Zaire[2]. E não há silêncio lá, nem quietude. As águas do rio têm uma pálida matiz de açafrão; e elas fluem não em direção ao mar, mas palpitam incessantemente e sempre sob o olho vermelho do sol com uma moção tumultuosa e convulsiva. Por muitas milhas em cada lado do lodoso leito do rio há um pálido deserto de gigantes nenúfares. Eles suspiram um até o outro naquela solidão, e esticam aos céus seus longos e medonhos pescoços, e acenam para lá e para cá suas perpétuas cabeças. E há um murmúrio indistinto que vem do meio deles como a corrida da água subterrânea. E eles suspiram um até o outro.”

“Mas há um limite para seu reino – o limite da negra, horrível e imponente floresta. Lá, como as ondas sobre as Hébridas[3], a baixa vegetação rasteira é agitada continuamente. Mas não há vento em todo o céu. E as altas árvores primitivas balançam eternamente para cá e para lá com um som estrondoso e poderoso. E de suas altas cúpulas, uma a uma, derramam infinitos orvalhos. E junto às raízes, estranhas flores venenosas permanecem se contorcendo em perturbado torpor. E sobre tudo, com um farfalhar e um alto ruído, as nuvens cinza correm para o oeste incessantemente, até que elas deslizam, uma catarata, sobre a ardente muralha do horizonte. Mas não há vento em todo o céu. E junto às margens do rio Zaire não há nem silêncio nem quietude.”

“Era noite, e a chuva caía; e caindo, era chuva, mas, tendo caído, era sangue. E eu ficava no pântano entre as altas árvores e a chuva caía sobre minha cabeça – e os lírios sussurravam um para o outro na solenidade de sua desolação.”

“E, repentinamente, a lua surgiu através da tênue névoa medonha, e tinha uma cor carmesim. E meus olhos caíram sobre uma grande rocha cinza que estava próxima da margem do rio, e era iluminada pela luz da lua. E a rocha era cinza, e medonha, e alta, - e a rocha era triste. Sobre sua fronte havia caracteres gravados na pedra; e eu andei pelo pântano de nenúfares, até que cheguei perto da margem, para que pudesse ler os caracteres sobre a pedra. Mas não pude decifrá-los. E eu estava voltando para o pântano, quando a lua brilhou um vermelho mais pleno, e eu me voltei e olhei novamente para a rocha, e para os caracteres; - e os caracteres formavam DESOLAÇÃO.”

segunda-feira, 24 de junho de 2013

O Gato e o Papagaio (The Cat and the Parrot)

O Gato e o Papagaio - A Tradução Livre


Uma vez havia um gato, e um papagaio. E eles haviam concordado de se convidar para jantar, um de cada vez: primeiro o gato deveria convidar o papagaio, e depois o papagaio deveria chamar o gato, e assim por diante. Seria a vez do gato primeiro.

Mas o gato era muito mal. Ele não proveu nada para o jantar além de um pouco de leite, uma pequena fatia de peixe e um biscoito. O papagaio era muito educado para reclamar, mas ele não teve uma noite agradável.

Quando foi sua vez de convidar o gato, ele cozinhou um ótimo jantar. Nele havia assado de carne, um pote de chá, uma cesta de frutas e, melhor do que tudo, ele preparou uma cesta cheia de bolinhos! - pequenos, marrons, crocantes e temperados bolinhos! Ah, devo dizer que havia ao menos quinhentos. E ele colocou quatrocentos e noventa e oito dos bolos em frente ao gato, deixando apenas dois para si mesmo.

domingo, 23 de junho de 2013

O Bolo (The Cake)

O Bolo (The Cake) - Laura Richards - A Tradução Livre

Um dia, uma criança brigava com seu irmão por causa de um bolo.
- É meu bolo! - disse a criança.
- Não, é meu! - disse seu irmão.
- Você não vai comer ele! - disse a criança - Me dá esse bolo agora! - e caiu sobre seu irmão e bateu nele.
Nesse instante apareceu um Anjo que conhecia a criança.
- Quem é esse em que você está batendo? - perguntou o Anjo.
- É meu irmão. - respondeu a criança.

A Lebre e o Ouriço (The Hare and the Hedgehog)

A Lebre e o Ouriço (The Hare and the Hedgehog) - Irmãos Grimm - A Tradução Livre


LOCAL: Uma plantação de repolho de um fazendeiro.
TEMPO: Uma bela manhã de primavera.

(O Ouriço está em sua porta olhando a plantação de repolho que ele pensa ser sua.)

Ouriço: Minha esposa, você já vestiu as crianças?
Esposa: Já sim, meu querido.
Ouriço: Bem, venha aqui e vamos ver nosso canteiro de repolhos.

(A Esposa sai.)

Ouriço: Bela colheita, não é? Devemos ficar felizes.
Esposa: O repolho está bom o suficiente, mas eu não vejo motivo para que fiquemos tão felizes.
Ouriço: Por que há lágrimas em sua voz, meu amor? Qual é o problema?
Esposa: Eu suponho que eu não deva me importar com isso, mas aquelas medonhas lebres quase me matam de tanto medo.
Ouriço: O que elas estão fazendo agora?
Esposa: Fazendo? O que elas não estão fazendo? Ontem mesmo eu trouxe meus lindos bebês aqui para fora, para pegar algumas folhas de repolho. Nós estávamos comendo como ouriços bem comportados sempre comem, e aquelas Lebres horríveis quase nos fizeram chorar.
Ouriço: O que elas fizeram?
Esposa: Elas vieram para nosso canteiro de repolhos, deram risadinhas e disseram: “Oh, vejam as pequenas coisas com pernas de pato! Não são engraçadas?” Depois uma delas pulou sobre um repolho apenas para ferir nossos sentimentos.
Ouriço: Bem, elas são más, eu sei, mas nós não vamos reparar nelas. Eu vou me vingar delas algum dia desses. Ah, lá vem uma delas agora.
Esposa: Sim, e ela riu-se de mim ontem. Ela disse: “Bom dia, Madame PernasCurtas.” Eu não vou falar com ela. Vou me esconder até que se vá.

(A Esposa se esconde atrás de um repolho.)


quarta-feira, 19 de junho de 2013

POEMA FAX (FAX POEM)

POEMA FAX (FAX POEM) - Charles Bukowski - A Tradução Livre


Oh, perdoem-me Aqueles Por Quem os Sinos Tocam,
oh, perdoe-me o Homem que andou sobre a água,
oh, perdoe-me pequena mulher idosa que viveu em um sapato,
oh, perdoe-me a montanha que rugiu à meia-noite,
oh, perdoem-me os mudos sons da noite e dia e morte,
oh, perdoe-me a morte da última bela pantera,
oh, perdoem-me todos os navios afundados e exércitos derrotados,
esse é meu primeiro POEMA FAX.
É muito tarde:
Eu fui
ferido.

POEMA FAX (FAX POEM) - Charles Bukowski - A Tradução Livre

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Sapo e o Boi (The Frog and the Ox)

O Sapo e o Boi (The Frog and the Ox) - Esopo - A Tradução Livre

- Oh, pai! - disse um pequeno Sapo ao seu pai, um grande Sapo que estava sentado à beira da lagoa. - Eu vi um monstro terrível! Ele era tão grande quanto uma montanha, com chifres em sua cabeça, um longo rabo e com cascos divididos em dois.

- Ora, ora, criança - disse o velho Sapo - aquele era apenas o Boi do fazendeiro. Ele não é assim tão grande; talvez seja um pouco mais alto que eu, mas eu poderia facilmente me tornar tão largo quanto ele; observe.

Então ele se encheu de ar, e soprou mais e mais.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Urso e a Raposa (The Bear and the Fox)

O Urso e a Raposa (The Bear and the Fox) - Aesop - A Tradução Livre

Um Urso muito se vangloriava de sua filantropia, dizendo que, de todos os animais, ele era o mais tenro em seu afeto pelo homem, pois ele tinha tamanho respeito por ele que não tocaria nem mesmo em seu corpo morto. Uma Raposa, ouvindo essas palavras, disse sorrindo ao Urso:

- Oh, você comeria os mortos e não os vivos.

O Urso e a Raposa (The Bear and the Fox) - Esopo - A Tradução Livre

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Carta de Amor (Love Letter)

Carta de Amor (Love Letter) - Sylvia Plath - A Tradução Livre

Não é fácil expor a mudança que você fez.
Se estou viva agora, ali estava morta.
Entretanto, como uma rocha, sem me incomodar com isso,
ficava parada de acordo com o hábito.
Você não apenas me rebocou um pouco, não -
nem me deixou ajeitar meu pequeno olho
em direção ao céu novamente, sem esperança,
é claro, de apreender a cor azul, ou as estrelas.

Não foi isso. Eu dormi, digamos: uma cobra
disfarçada entre rochas negras como negras rochas
no branco hiato do inverno -
como meus vizinhos, não tirando prazer
nas milhões de faces
perfeitamente esculpidas que ardem a cada momento para derreter
minhas bochechas basálticas. Elas transformaram-se em lágrimas,
anjos chorando por naturezas aborrecidas,
mas não me convenceram. Aquelas lágrimas congelaram.
Cada cabeça morta tinha uma máscara de gelo.

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Corte (Cut)

Corte (Cut) - Sylvia Plath - A Tradução Livre


O indígena machadou seu escalpo.
Seu carpete turco
de vime rola

diretamente do coração.
Eu piso nele.
Agarrando minha garrafa
de champanhe rosa. É uma celebração.
Saindo de uma abertura
estão um milhão de soldados.
Soldados britânicos, todos eles.

domingo, 19 de maio de 2013

O Gato Preto (The Black Cat) - parte IV

O Gato Preto (The Black Cat) - Edgar Allan Poe - A Tradução Livre



Sob a pressão de tormentas como essa, o debilitado remanescente de bem que havia em mim sucumbiu. Pensamentos perversos tornaram-se meus únicos íntimos – o mais escuro e tenebroso dos pensamentos. O mal humor costumeiro de meu temperamento se tornou ódio de todas as coisas e toda humanidade; enquanto das súbitas, frequentes e ingovernáveis explosões de fúria às quais cegamente me abandonei, minha esposa sem queixas, ai! foi a mais comum e mais paciente dos sofredoras.

Um dia ela me acompanhou em alguma incumbência familiar no porão do velho prédio onde, por nossa pobreza, éramos obrigados a morar.  O gato me seguiu escada abaixo pelos íngremes degraus, quase me derrubando de cabeça, exasperando-me. Erguendo um machado, e esquecendo em minha ira do pavor infantil que até agora permanecera sobre mim, eu intentei um golpe no animal, o qual é claro haveria de ser instantaneamente fatal como eu queria. Mas esse ataque foi impedido pela mão de minha mulher. Incitado pela interferência de uma raiva mais que demoníaca, eu afastei meu braço de seu alcance e enterrei o machado em seu cérebro. Ela caiu morta sobre o local sem nem um gemido.

sábado, 18 de maio de 2013

O Gato Preto (The Black Cat) - parte III

O Gato Preto (The Black Cat) - Edgar Allan Poe - A Tradução Livre

Na noite do dia em que essa ação cruel foi realizada, eu fui acordado de meu sono pelo choro do fogo. As cortinas de minha cama estavam em chamas. A casa inteira ardia. Foi com grande dificuldade que minha esposa, uma empregada, e eu mesmo, conseguimos escapar do incêndio. A destruição foi completa. Minha riqueza mundana foi completamente engolida, e eu me resignei perante o desespero.

Eu estou acima da fraqueza de procurar estabelecer uma sequência de causa e efeito entre o desastre e a atrocidade. Mas estou detalhando a cadeia de fatos, e espero não deixar nem um elo imperfeito. No dia após o incêndio, eu visitei as ruínas. As paredes haviam cedido, com exceção de uma. Essa exceção foi encontrada numa parede de um compartimento, não muito espessa, a qual permaneceu próxima ao meio da casa, e contra a qual estava a cabeceira de minha cama. O reboco ali havia resistido muito bem à ação do fogo, um fato ao qual atribuo a sua recente propagação. Próxima a essa parede estava uma densa multidão, e muitas pessoas pareciam examinar uma parte em particular minuciosamente e com atenção ansiosa. As palavras “Estranho!”, “Singular!” e outras expressões similares, aguçaram minha curiosidade. Eu me aproximei e vi, como se houvera sido gravada em baixo-relevo na superfície branca a figura de um gato gigante. A marca tinha uma precisão verdadeiramente maravilhosa. Havia uma corda ao redor do pescoço do animal.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

O Gato Preto (The Black Cat) - parte II

 O Gato Preto (The Black Cat) - Edgar Allan Poe - A Tradução Livre




Nossa amizade durou dessa maneira por anos, durante os quais meu temperamento e caráter – através da ação da Intemperança Demoníaca[1] - tiveram (Eu me envergonho de confessar isso) uma radical alteração para pior. Eu cresci, dia após dia, mais mal-humorado, mais irritável, mais desatento aos sentimentos dos outros. Eu me permitia usar uma linguagem imoderada com minha mulher. Por muito tempo, até cheguei a usar de violência com ela. Meus animais, é claro, sentiram a mudança em meu caráter. Eu não apenas os negligenciava, como fazia mal para eles. Por Pluto, entretanto, eu ainda mantinha a consideração que me continha de maltratá-lo, como fiz inescrupulosamente ao maltratar os coelhos, o macaco, ou mesmo o cachorro, quando por acidente, ou por afeto, eles passavam pelo meu caminho. Mas minha doença cresceu sobre mim – e que doença terrível é o álcool! – e com o tempo mesmo Pluto, que agora estava se tornando velho, e consequentemente de alguma forma, impertinente – até mesmo Pluto começou a experimentar os efeitos do meu mau humor.


quinta-feira, 16 de maio de 2013

O Gato Preto (The Black Cat) - parte I


O Gato Preto (The Black Cat) - Edgar Allan Poe - A Tradução Livre


Para os mais incultos, mesmo a simples narrativa a qual estou para escrever, eu nem espero e nem solicito confiança. Louco de fato eu seria de esperar isso num caso em que meus sentidos rejeitam sua própria evidência. Ainda não estou louco – e com certeza eu não sonho. Mas amanhã eu morrerei, e hoje eu aliviaria minha alma. Meu propósito imediato é colocar ante o mundo simples e sucintamente uma série de meros acontecimentos domésticos. Em suas consequências esses eventos me aterrorizaram – torturaram – e me destruíram. Ainda assim eu não tentarei explicá-los. Para mim, eles se apresentaram pequenos, mas pavorosos – para muitos eles parecerão menos terríveis que barrocos. A seguir, talvez, algum intelectual será encontrado e reduzirá meu fantasma ao lugar-comum – algum intelectual mais calmo, mais lógico, e muito menos excitável que eu mesmo, e o que você perceberá, nas circunstâncias que eu detalharei com admiração, nada mais do que uma ordinária sucessão de simples efeitos e causas naturais.

Desde minha infância eu fui notado pela docilidade e humanidade de meu caráter. A ternura em meu coração era tão notável a ponto de fazer de mim a brincadeira das minhas companhias. Eu era especialmente apaixonado por animais, e fui presenteado por meus pais com uma grande variedade de animais de estimação. Com esses eu passei a maior parte de meu tempo, e nunca fui tão feliz como quando estava a alimentá-los ou acariciá-los. Essa peculiaridade de caráter aumentou com meu crescimento, e na minha idade adulta eu obtive dela uma das minhas principais fontes de prazer. Para aqueles que acalentaram uma afeição por um fiel e sagaz cachorro, eu mal tenho que me enveredar pelo problema de explicar a natureza ou a intensidade da gratificação deles derivada. Há alguma coisa no desinteressado e auto sacrificável amor de um animal irracional que vai diretamente ao coração daquele que tem tido frequentes ocasiões para testar a reles amizade e a fraca fidelidade de um mero Homem.

sábado, 9 de março de 2013

O homem que acha que pode (The man who thinks he can)

Se pensar que está derrotado, já foi.
Se pensar que não pode, não vai.
Se gostar de ganhar, mas achar que não dá,
é quase certo que não ganhará.

Se pensar que perdeu, perderá.
Pois pelo mundo descobrimos
que o sucesso começa com o desejo.
Está tudo no estado de espírito.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Crocodilo (The Crocodile)

O Crocodilo (The Crocodile) - Lewis Carroll - A Tradução Livre

Como o pequeno crocodilo
levanta sua cauda brilhante
e espalhas as águas do Nilo
em um dourado cintilante!

Quão alegremente parece sorrir!
Quão perfeitamente abre as garras,
e acolhe os peixes que estão por ir
para dentro de sua boca sem amarras.

quarta-feira, 6 de março de 2013

Uma Carta de Namorados (A Valentine)

Uma Carta de Namorados (A Valentine) - Lewis Carroll - A Tradução Livre


Enviado a um amigo que reclamara que eu ficava feliz o suficiente por vê-lo quando ele vinha, mas que não parecia sentir sua falta quando ele estava longe.

E não podem prazeres, enquanto duram,
ser verdadeiros; e quando passam,
deixar-nos estremecidos e amedrontados
com ardida angústia?
E não podem amigos ser firmes e ágeis,
e ainda assim partir?

E devo eu então, a um chamado da Amizade,
calmamente abdicar das pequenas coisas
(banais, admito, banais e menores)
que tenho de felicidade,
e emprestar meu ser à servidão
da melancolia e tristeza?

segunda-feira, 4 de março de 2013

Outro dia (Another day)

Outro dia (Another day) - Charles Bukowski - A Tradução Livre

deprimido e entrando
num restaurante pra comer.
você senta-se à mesa.
a garçonete lhe sorri.
ela é grande. Suas nádegas são muito grandes.
ela irradia gentileza e simpatia.
viva com ela três meses e um homem não terá agonia.
ok, você dará a ela 15% de gorjeta.
você pede um sanduíche de peru e uma 
cerveja.
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